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Existem escritores , nem todos, que precisam/necessitam viver algo intencionalmente para poderem se expressar. Oque não me admira ter muitos escritores com idade avançada...Eu sou esse tipo de escritora, ou pelo menos acho que sou uma, escrevo oque já vivi e não o que vivo. Existem jeitos e trejeitos , cada um com sua moda, a minha é observar,viver,guardar e quando for documentar escutar um bom rock, a liberdade parece que assume o controle e algumas simples frases são escritas. Queria saber como você é como escritor...um dia quem sabe você não me encontra e me conta?
Mas eu não vim contar sobre minhas manias pra escrever e sim sobre minha mania com o passado.Um professor uma vez me disse que sofremos por apenas duas coisas, pelo passado e pelo futuro. Como assim ?! Vou explicar. Quando sofremos, e deixamos ficar sem controle afetando nossa rotina, por algo do passado ou temos questões a serem resolvidas por lá ou pela repentina mudança de vida podem precipitar o humor deprimido, ou seja, podemos estar entrando na famosa e temida DEPRESSÃO.Quando deixamos nos afetar por algo que ainda não é real e que ainda não chegou sua hora, estamos entrando na famosa ansiedade, sem nem saber.
Minha mania com o passado já tem passado dos limites oque está me deixando bastante inquieta e nervosa, quando tenho minhas crises eu só consigo enxergar um passado não tão distante , como é esse passado ? Eu consigo olhar pra uma pessoa e se não fosse trágico seria poético. Um dia escrevi assim :
"Sempre e nem tanto, eu te olho.
Oque é poético, até mesmo pra mim, que sou uma bruta incorrigível.
Nos caminhos da alameda , meu sorriso se faz e desfaz quando você  chega e não me abraça, teu perfume é único, até mesmo pra mim que já o vi em outros corpos. Meu sorriso é simples e singelo ao seu lado, você quase não percebe, mas ele sempre esta lá.
Teu jeito tão rebelde e enigmatístico me faz e refaz, quase sempre. O que me deixa levemente tonta...
Você esteve nos meus melhores momentos e eu nem agradeci por está presente."
Caro amigo, quero dizer que eu também não sei resolver nada com um sorriso mas sei resolver escrevendo o que vivi, ou melhor dizendo , sei resolver escrevendo sobre oque me mata. Sei escrever sobre o meu passado nem tão glorioso mas perfeito o suficiente pra eu deseja-lo no presente, sei escrever sobre o sol que nasceu ontem, sobre os sorrisos que recebi ontem, sobre o beijo na testa que recebi a uns meses atras e também sobre o fato de ela não ter olhado pra trás antes de passar pelo arco do colégio, sobre o fato de ter sido tudo e hoje um simples "nada". Amigo, vai demorar pra ficarmos bem, mas vamos ficar bem só não desista promete pra mim ? Temos um acordo.
PS:Com amor, Mar.

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